segunda-feira, 15 de junho de 2009

Albergues mudaram para satisfazer clientes mais exigentes


Os albertuges, antes conhecidos como reduto de jovens turistas com pouco dinheiro e mínimas exigências, se tornaram hoje, locais sofisticados para acompanhar o público. Em entrevista para o Isto É, Johan Kruger, porta - voz mundial da Hostelling International (HI), afirma que o perfil do viajante mudou. "O jovem que viaja sozinho hoje tem mais dinheiro, é mais independente e quer mais privacidade do que o que viajava há 20 anos", diz Johan Kruger, que supervisiona as atividades de 4,5 mil albergues em mais de 80 países, entre eles o Brasil.

Ao se deparar com essa nova realidade, boa parte das hospedarias no mundo está em reforma. A idéia é diminuir o número de leitos por quarto, que variava de seis a 12, com banheiro compartilhado, para no máximo quatro, com banheiro privado.

É o que explica Eliane Porto, diretora da divisão latino-americana da HI. "Ele quer um ambiente com privacidade e conforto."O usuário não quer que o albergue vire um hotel", explica, Pode até custar um pouco mais do que um albergue convencional, mas deve ser
mais em conta do que um hotel", confirma.

Informações

Nos últimos dois anos, o número de quartos duplos nos albergues europeus aumentou 35%. No Brasil, onde há 100 dessas hospedarias filiadas à HI, o aumento chega a 50%. Paulo Limonici, sócio e gestor do Praia do Forte Hostel, na Bahia, identificou a tendência logo que ela começou a surgir no exterior.

Mochileiro desde a adolescência, ele conta que quando abriu as portas do Praia do Forte Hostel, em 1997, o estabelecimento tinha 11 quartos, com seis leitos cada um. Hoje são 23 quartos e só sete têm seis leitos - todos os outros têm duas ou três camas. "É um movimento natural, damos conforto sem os excessos de um hotel, como televisão e telefone", explica ele, que cobra R$ 70 a diária por um quarto triplo com direito a café da manhã, ar-condicionado e banheiro privativo. "Também temos uma cozinha e um jardim comunitários, onde os hóspedes interagem", diz.

Com informações do IstoÉ

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